Minerar ofertas: rotina de mineração para afiliados
7 de novembro de 2026 · 8 min de leitura
Minerar ofertas é procurar, com método, produtos que já estão vendendo bem por meio de anúncios. A rotina básica é: lista de palavras do nicho, busca na Biblioteca de Anúncios, anotar as ofertas com mais anúncios usando o mesmo criativo e voltar dias depois para ver quais continuam crescendo.
O que é minerar ofertas
Minerar ofertas é procurar, com método, produtos que já estão vendendo bem por meio de anúncios. O nome vem do garimpo: você peneira muitos anúncios para achar poucos que valem a pena.
Cada perfil usa a mineração de um jeito. O afiliado busca produtos para divulgar. O produtor busca ideias de oferta que o mercado já aceita. A loja virtual busca produtos e formatos de anúncio. O gestor de tráfego busca referências para os clientes.
A fonte principal é a Biblioteca de Anúncios da Meta, que mostra os anúncios ativos no Facebook e no Instagram. Ela é gratuita e não pede login.
Mineração não depende de sorte. Depende de repetição: as mesmas etapas, no mesmo horário, com o mesmo critério. Quem trabalha assim encontra menos ofertas por dia, mas encontra ofertas melhores e sabe explicar por que escolheu cada uma.
O que preparar antes de minerar
Mineração sem preparo vira rolagem sem fim. Você abre a Biblioteca, vê mil anúncios e fecha a aba sem nada anotado.
Defina também o objetivo. Quem procura produto para divulgar como afiliado olha comissão e regras do produtor. Quem procura ideia para criar o próprio produto olha a promessa e o formato. O objetivo muda o que você anota.
Antes da primeira sessão, tenha em mãos:
- Um nicho: saúde, beleza, relacionamento, finanças pessoais, pets, casa. Minerar “tudo” não leva a lugar nenhum.
- Uma lista de 20 a 30 palavras de busca, como explicado na próxima parte.
- Uma planilha para anotar o que achar.
- Um horário fixo, de 30 a 60 minutos, alguns dias por semana.
- Um critério de corte: o que uma oferta precisa ter para entrar na lista.
Como montar a lista de palavras
As melhores palavras não são as que o cliente digita no Google, mas as que o anunciante escreve no anúncio. Leia dez anúncios do seu nicho e anote as expressões que se repetem: elas viram a sua lista.
Use aspas para buscar a expressão exata, como “garantia de 7 dias”. Sem aspas, a Biblioteca traz anúncios com as palavras em qualquer ordem. E pesquise em português: a busca não traduz.
Monte a lista com quatro tipos de termo:
- Dores: “dor nas costas”, “insônia”, “queda de cabelo”.
- Desejos: “perder barriga”, “falar inglês”, “organizar a casa”.
- Termos de oferta: “acesso imediato”, “garantia de 7 dias”, “frete grátis”, “aula gratuita”, “últimas vagas”.
- Formatos: “ebook”, “curso online”, “desafio de 21 dias”, “quiz”, “kit”.
- Chamadas para ação: “toque no link”, “chame no WhatsApp”, “faça o teste”. Elas ajudam a achar funis de um tipo específico.
Rotina de mineração em 45 minutos
Faça a rotina no computador, com a planilha aberta ao lado. Pesquisar e anotar ao mesmo tempo evita perder a oferta que você viu dez minutos antes.
Na primeira semana, a rotina vai levar mais tempo. Depois de alguns dias, o olho se acostuma e você pula em segundos o que não interessa. A divisão do tempo fica assim:
- 1Cinco minutos: escolha cinco palavras da lista para o dia.
- 2Vinte minutos: pesquise cada palavra com Brasil, “Todos os anúncios” e só anúncios ativos. Role os resultados e anote os anúncios com número alto na linha “N anúncios usam esse criativo e esse texto”.
- 3Dez minutos: abra o destino dos anúncios anotados. Registre o domínio e o tipo de funil: página de vendas, quiz, WhatsApp, Telegram ou checkout.
- 4Cinco minutos: pesquise cada domínio na Biblioteca para ver todos os anúncios que levam a ele.
- 5Cinco minutos: classifique as ofertas na planilha e marque as que vai acompanhar.
Planilha de mineração: as colunas que importam
A planilha é a memória da mineração. Sem ela, você reencontra as mesmas ofertas toda semana e não sabe se cresceram. A coluna de revisita é a mais importante: é ela que mostra se a oferta está subindo ou caindo.
As colunas que valem a pena:
- Data da mineração.
- Palavra que levou até a oferta.
- Domínio e página de destino.
- Tipo de funil.
- Produto e preço, quando aparecem.
- Data de início do anúncio mais antigo.
- Escala: total de anúncios usando os criativos da oferta.
- Escala na revisita, com a data.
- Observações: gancho principal, promessa, bônus, garantia.
- Link de um anúncio de referência, para voltar a ele rápido.
O que entra e o que sai da sua lista
Entram as ofertas com vários sinais juntos: muitos anúncios usando o mesmo criativo, semanas no ar, vários criativos levando ao mesmo domínio e um público parecido com o seu. Uma oferta com só um desses sinais vai para a lista de observação, não para a de estudo.
Na dúvida entre duas ofertas parecidas, fique com a que você entende melhor. É mais fácil estudar, modelar e divulgar algo cujo público você conhece.
Saem da lista:
- Ofertas com promessas milagrosas de saúde ou de dinheiro fácil. Elas violam as regras da Meta, costumam ser derrubadas e põem em risco quem as divulga.
- Páginas com cara de golpe: sem CNPJ, sem contato, com domínio recém-criado.
- Produtos que a plataforma de afiliados não permite divulgar do jeito que você pretende.
- Anúncios de marcas grandes, que seguem outra lógica de orçamento.
- Ofertas que você não teria como entregar ou divulgar com honestidade.
Revisite: a parte que quase todo mundo pula
A Biblioteca mostra só o momento. Uma oferta com 50 anúncios hoje pode estar no fim, e uma com 10 pode estar começando a crescer. Só a revisita mostra a direção.
Volte às ofertas marcadas depois de 3, 7 e 14 dias e anote a escala em cada visita. As ofertas que sobem ou se mantêm altas por duas semanas merecem estudo detalhado: criativos, página, preço e funil.
As que somem também ensinam. Elas mostram ângulos e formatos que o mercado testou e não comprou. Guarde essas linhas na planilha com uma marca de “caiu”: daqui a um mês, elas evitam que você aposte na mesma ideia.
Erros comuns na mineração
Os erros abaixo fazem muita gente desistir da mineração achando que o método não funciona. Quase sempre o problema é a rotina, não a fonte:
- Minerar sem nicho e anotar tudo o que aparece.
- Decidir com base em um dia só.
- Escolher a primeira oferta grande e parar de procurar.
- Ignorar o destino real. Às vezes o link mostra uma página para quem pesquisa e outra para o público.
- Acumular centenas de ofertas e nunca testar nenhuma.
- Copiar a oferta encontrada em vez de modelar.
- Minerar sempre as mesmas cinco palavras. Gire a lista para encontrar ofertas novas.
- Não registrar de onde veio a oferta. Sem a palavra e a data, você não consegue repetir o caminho.
Minerando com o SpyGhost
O SpyGhost foi feito para essa rotina. A extensão para Chrome e Brave trabalha dentro da Biblioteca: enquanto você pesquisa, cada anúncio ganha o selo de escala e a busca vira um ranking de ofertas, agrupadas por domínio. Selo, mineração e ranking são ilimitados.
Quando uma oferta interessa, a leitura na nuvem traz todos os anúncios do domínio, com 1 crédito por anúncio lido. O Quebra-Clocker mostra o destino real quando o link esconde a página. E a tela Acompanhar guarda a escala de cada oferta ao longo dos dias, para você ver quem sobe e quem cai.
O teste grátis de 7 dias vem com 300 créditos e não pede cartão. Crie a conta em spyghost.app/cadastro e faça a sua primeira rotina com o selo ligado.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para minerar uma boa oferta?
Com rotina, de 30 a 60 minutos por dia já rendem algumas ofertas para acompanhar. A confirmação leva mais: o ideal é observar a escala por uma a duas semanas antes de decidir.
Qual site usar para minerar ofertas?
A base é a Biblioteca de Anúncios da Meta, que é gratuita. Ferramentas e extensões aceleram a contagem, o agrupamento por site e o acompanhamento. Os critérios para escolher estão no guia sobre ferramenta spy de anúncios.
Dá para minerar ofertas pelo celular?
Dá para abrir a Biblioteca no navegador do celular, mas é lento. As extensões de mineração funcionam no computador, no Chrome ou no Brave.
O que são ofertas black e por que evitar?
No mercado, “black” é o nome dado a ofertas que quebram as regras da plataforma, como promessas de cura ou de dinheiro garantido. Elas costumam usar cloaker, são derrubadas com frequência e podem enganar o consumidor. Não vale o risco.
Minerar ofertas low ticket é diferente?
O método é o mesmo. Low ticket são produtos baratos, de compra rápida. Como dependem de volume, costumam ter muitos criativos e escala alta, o que facilita achar pelo número de anúncios.
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- Como encontrar ofertas escaladas no Facebook AdsOferta escalada é aquela em que o anunciante está colocando cada vez mais dinheiro em anúncios, em geral porque ela está vendendo. Na Biblioteca de Anúncios, o sinal mais forte é o mesmo criativo rodando em muitos anúncios ao mesmo tempo, somado a semanas no ar e a novas variações levando ao mesmo site.
- O que é cloaker e como ver o destino real do anúncioCloaker é um filtro colocado no link de um anúncio: ele mostra uma página “limpa” para quem fiscaliza ou pesquisa e outra página para o público que a campanha quer atingir. Para ver o destino real, é preciso abrir o link nas mesmas condições desse público: celular, internet do Brasil e clique vindo do Facebook.
- Como modelar uma oferta sem copiar: guia práticoModelar uma oferta é estudar por que uma oferta que já vende funciona (público, problema, promessa, formato, preço e funil) e criar a sua versão com produto, textos, imagens e provas próprios. Copiar é reaproveitar o material do outro. A estrutura pode servir de referência; a expressão, não.